segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Diga NÃO ao herbicida 2,4D



 Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) e o Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais (Ingá), com o apoio do Movimento Gaúcho em Defesa do Meio Ambiente (Mogdema), entre outros movimentos, preocupados que o Brasil se torne o primeiro país a liberar comercialmente um evento para culturas transgênicas ligadas ao uso de um herbicida componente do Agente Laranja, utilizado na Guerra do Vietnã, clama aos membros da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), em especial os relatores, alguns deles pesquisadores de universidades e outras instituições públicas, inclusive do Rio Grande do Sul, a se posicionarem contra a liberação do herbicida 2,4D.
O herbicida 2,4-D (ácido diclorofenoxiacético) foi desenvolvido a partir do ano de 1940, durante a segunda guerra mundial, sendo na década de 1960 um dos componentes do agente laranja (junto com o 2,4,5-T, na guerra do Vietnã). É um produto que foi usado como arma química, causando a morte e malformações em milhares de pessoas. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) classificou o 2,4-D como Extremamente Tóxico para a saúde (Classe I) e Perigoso para o Meio Ambiente (Classe III). Os maiores riscos para a saúde residem no potencial de perturbador endócrino, sendo potencialmente cancerígeno. Os perturbadores endócrinos podem causar danos sérios e irreversíveis à saúde humana durante o desenvolvimento fetal e infantil. Além da característica de teratogênico, com fortes evidências de também ser genotóxico.
Existem alternativas ao uso de herbicidas. A mais inteligente é a busca da necessária reconciliação com os processos agroecológicos, com biodiversidade, mudando o sistema de monoculturas de exportação quimiodependentes, o qual esta sendo responsável pela destruição dos biomas brasileiros.
A Sociedade brasileira exige um debate aberto sobre as consequências destes eventos transgênicos que estão promovendo o uso de agrotóxicos, agora ainda mais tóxicos, comprometendo a saúde da população e o meio ambiente.

domingo, 22 de setembro de 2013

Experimento sobre erosão do solo



Este é um experimento simples, porém de ótima visualização dos resultados esperados. Ele demonstra a relação entre a precipitação, a erosão do solo, a proteção dos cursos de água e a vegetação.

Prepare três garrafas de plástico idênticas e corte como mostrado nas fotos. Depois, coloque-as em uma superfície plana (você pode fixar com cola quente sobre uma tábua de madeira compensada).

As “bocas” das três garrafas devem ultrapassar um pouco (para fora) os limites da tábua. Coloque a mesma quantidade de terra em cada garrafa e pressione para que fique relativamente compactada (a terra deve ficar abaixo do nível do corte feito em cada garrafa).


Corte a parte inferior de outras três garrafas de plástico transparente e faça dois furos em suas laterais para amarrar um cordão em cada. Estes copos irão recolher, durante o experimento, a água em excesso que vai escorrer pelo gargalo das garrafas.

Em seguida, plante sementes na primeira garrafa (de preferência sementes de crescimento rápido como o alpiste). Espalhe as sementes na primeira garrafa e cubra com uma camada de terra, pressionando um pouco para, em seguida, regarColoque dentro da segunda garrafa alguns resíduos vegetais mortos (galhos, cascas, folhas, raízes mortas) e, no terceiro frasco, deixe apenas a terra.
 
Exponha a garrafa com sementes à luz solar, cuidando do plantio até que as plantas fiquem bem desenvolvidas. O experimento real só pode ser feito depois do crescimento da camada de plantas da primeira garrafa.
Quando as plantas estiverem desenvolvidas, regue as três garrafas e passe a observar o escoamento da água para os copos pendurados. Vai perceber água limpa fora da primeira garrafa e água mais suja progressivamente fora da segunda e terceira.

Vários conceitos, que em sala de aula são bem abstratos, podem ser trabalhados com este experimento: degradação do solo, deslizamentos de terra, assoreamento, o desmatamento, a proteção dos cursos de água, etc. Ao final, alguns questionamentos podem ser feitos com os alunos, tais como: O que a vegetação apresenta de importante para evitar/diminuir a erosão? Qualquer tipo de vegetal apresentaria o mesmo efeito? Como podemos diminuir a erosão pluvial dos solos?

sábado, 21 de setembro de 2013

Agricultura é responsável por 70% do desperdício 
de água tratada no país
Um quarto do recurso hídrico é perdido no transporte até o consumidor: 

Com milhares de rios e lagos em seu território e grandes reservatórios no subsolo, o Brasil concentra cerca de 12% de toda água doce do planeta. Tanta água dá a impressão de que ela é infinita e que não precisamos nos preocupar com o desperdício. Porém, a realidade é diferente. A utilização irresponsável desse recurso, aliada às perdas na distribuição – que chegam a quase 40% da água tratada no país – trazem uma série de prejuízos em diversas áreas, tanto ambientais quanto financeiras.
De acordo com o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) do Ministério das Cidades, 38,8% da água tratada no Brasil é desperdiçada, antes mesmo de chegar aos consumidores. Isso equivale a 3,6 bilhões de litros perdidos todos os anos.
Gustavo Fraya, chefe de gabinete da Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades, explica que existem dois tipos de desperdício de água: a chamada perda real e a perda aparente. “No SNIS, temos um cálculo de quanta água é perdida todos os anos, porém, não conseguimos determinar se o desperdício é real ou aparente”, comenta Fraya.
A perda real é caracterizada pelos vazamentos em tubulações, tanto nas redes de distribuição quanto em ligações prediais, da rua até o lote do proprietário. De acordo com Fraya, diversos fatores contribuem para esse desperdício, como alta pressão na tubulação, baixa qualidade dos materiais utilizados na rede de distribuição e idade dos materiais. “Além disso, essas perdas também ocorrem nos extravasamentos dos reservatórios e nas operações de descargas nas redes de distribuição e limpeza de reservatórios dos prestadores de serviço”, explica.
Já as perdas aparentes se referem à água que é consumida, porém não é contabilizada ou faturada pelo prestador de serviço. “As perdas aparentes mais recorrentes são as ligações clandestinas nos ramais das ligações”, denuncia Fraya. O chefe de gabinete conta que problemas na medição também entram nas perdas aparentes. “Problemas como hidrômetros inoperantes, com submedição, erros de leitura, fraudes, equívocos na calibração dos aparelhos entram como perdas aparentes”, explica Fraya.
Desperdício pelo consumidor
Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a indústria tem participação muito pequena no desperdício de água. De acordo com Malu Ribeiro, coordenadora da Rede de Águas da fundação SOS Mata Atlântica, como as empresas buscam uma maior eficiência econômica, o desperdício de água é minimizado. Ela destaca que o grande vilão do desperdício de água no Brasil é a agropecuária.
No Brasil, a produção de alimentos é responsável por 72% do desperdício da água que chega ao consumidor final. “Temos baixa eficiência tecnológica nas fazendas, especialmente na monocultura”, critica Malu. Boa parte da água utilizada para produzir alimentos é perdida na evaporação, o que exige uma maior captação do recurso em rios e lagos. Ela destaca que a utilização de agrotóxicos pela agricultura também colabora para a diminuição dos recursos hídricos do país. Esses insumos contaminam o solo, além de mananciais, diminuindo a disponibilidade de água, não apenas no meio rural, mas também nas cidades.
Técnicas como irrigação por gotejamento, melhor gestão de recursos hídricos, fiscalização maior das áreas de proteção ambientais, além de uma legislação mais rígida no controle dos agrotóxicos podem ajudar a diminuir a exploração dos recursos hídricos no país. “Os agricultores devem investir mais em tecnologia”, sugere Malu.
As residências correspondem a cerca de 10% da água desperdiçada no país. Malu comenta que os chuveiros, a utilização de água para lavar quintais e calçadas, além das descargas são os grandes vilões do consumo doméstico de água. “É um absurdo que demos descarga com água tratada”, critica Ribeiro. A coordenadora explica que o Brasil deveria adotar o modelo de uso de água em outros países. Ela defende o uso de água já utilizada no banho, pias e na máquina de lavar para dar descarga.
Prejuízo
Gustavo Fraya destaca que os prejuízos causados pelo desperdício acontecem em diversos aspectos. Do ponto de vista ambiental, é preciso captar ainda mais água de rios e mananciais, para compensar o que é gasto. “Em muitos casos, essa captação compromete a qualidade dos rios e das espécies aquáticas”, comenta. Na área financeira, o desperdício exige custos extras em mão de obra especializada, além de custos maiores com energia e transporte da água do estado bruto até o consumidor final.
Ele conta que, entre 2007 e 2014, o Governo Federal deve investir cerca de R$ 100 bilhões em saneamento básico. Esse dinheiro é investido em infraestrutura e ações de combate ao desperdício de água, que incluem financiamento para melhoria na medição, reestruturação e modernização de sistemas, além de campanhas educativas, tanto para os servidores quanto para a população. “Ensinamos coisas como varrer a calçada ao invés de lavá-la com mangueira, lavar o carro usando água do balde, não deixar torneiras pingando, diminuir o tempo do banho e outros similares”, destaca.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Estudo avalia impacto das emissões de gases no preparo do solo em culturas de cana-de-açúcar


Um estudo desenvolvido na Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, Esalq, avaliou o impacto ambiental a partir do preparo do solo para o plantio de cana-de-açúcar.
A cultura continua em crescimento no Brasil para a fabricação do etanol, sendo que o país é o maior exportador do produto.
Segundo a agroecóloga formada pela Universidad de la Amazônia (Colombia), Adriana Silva-Olaya, hoje metade da área total de cana é colhida mecanicamente, o que evita emissões a partir da queima da biomassa vegetal e favorece o incremento no estoque de carbono do solo.
As informações fazem parte do estudo “Emissões de dióxido de carbono após diferentes sistemas de preparo do solo na cultura da cana-de-açúcar”, que fez parte da dissertação de mestrado de Adriana, pelo programa de pós-graduação em Solos e Nutrição de Plantas e revela que o cultivo do solo com tecnologia de aração e outros procedimentos permite maior mineralização do carbono orgânico no solo e incrementa as emissões de CO2.
“Diante dessa situação, esse estudo se propôs quantificar as emissões de CO2 derivadas de três sistemas de preparo do solo utilizados durante a reforma dos canaviais no estado de São Paulo, assim como avaliar a influência da palha nesses processos de emissão”, explicou a pesquisadora.
Para o monitoramento das emissões foi utilizada uma câmera que coleta e analisa o fluxo de CO2, com análises no dia anterior ao preparo do solo e após a passagem dos implementos.
As conclusões apontaram que o preparo convencional apresentou emissão acumulada entre 34% e 39% acima do valor encontrado no preparo semireduzido e preparo mínimo.
“A seleção de práticas de manejo sustentáveis que permitam aumentar o sequestro de carbono, melhorar a qualidade do solo e ajudar a minimizar a emissão de CO2 dos solos agrícolas, contribui para a redução do valor da pegada de carbono do etanol (footprint), aumentando consequentemente o benefício ambiental da substituição do combustível fóssil com este biocombustível”, concluiu a pesquisadora.
*Com informações da Esalq.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Um alerta climático muito brando para alguns ( fonte: http://noticias.uol.com.br)



Este mês, o mundo terá um novo relatório feito por um painel de especialistas das Nações Unidas sobre a ciência da mudança climática. Os cientistas logo se encontrarão em Estocolmo para dar os retoques finais no documento e, nos bastidores, duas grandes disputas estão se formando.
Em um caso, boa parte da opinião científica dominante que diz que se a sociedade humana continuar queimando combustíveis fósseis de forma negligente, boa parte do gelo das calotas polares poderia derreter e o oceano poderia subir até 90 centímetros até o ano de 2100. Há também uma opinião científica menos convencional que diz que o problema poderia ser bem pior do que isso, com um aumento máximo superior a 1,5 metro.
Os autores do relatório optaram pelos números mais baixos, preferindo não dar muita credibilidade à essa visão alternativa.
No segundo caso, a ciência convencional diz que se a quantidade de dióxido de carbono na atmosfera dobrar, o que está bem a caminho de acontecer, o aumento da temperatura da terra a longo prazo será de pelo menos 2 graus Celsius, mas mais provavelmente superior a 2,78 graus Celsius. A visão menos convencional diz que o aumento pode estar bem abaixo dos outlier que diz que o aumento poderia vir bem abaixo de 1,7 graus.
Neste caso, os autores do relatório baixaram o limite mínimo de uma série de temperaturas que determinam o quanto a terra pode se aquecer, dando credibilidade à visão científica menos convencional.
Os céticos em relação à mudança climática muitas vezes depreciam esses relatórios periódicos da ONU, alegando que o painel que os escreve costuma estender os limites das provas científicas para fazer o problema parecer o mais terrível quanto possível. Por isso, é interessante ver que nestes dois casos importantes, o painel parece estar voltando atrás e assumindo uma postura científica conservadora.
É certo jogar fora a ciência de ponta no primeiro caso e adotá-la no segundo? É difícil julgar para quem não é um cientista do clima na ativa. Afinal, nós os pagamos por sua expertise, assim como pagamos os médicos para nos aconselhar quando temos um diagnóstico de câncer. E estamos falando sobre duas questões distintas aqui, cada uma com seu próprio corpo especializado de investigação.
O grupo que toma essas decisões é o Painel Intergovernamental sobre a Mudança do Clima, um comitê mundial de centenas de cientistas experientes no complexo campo da climatologia. Ele ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 2007, juntamente com Al Gore, por ajudar a alertar o público sobre os riscos que estamos correndo com a queima desenfreada de combustíveis fósseis.
As decisões do grupo não serão definitivas até que o relatório oficial seja divulgado em 27 de setembro. Só sabemos sobre elas porque um esboço secreto vazou antes da sessão final de edição que acontecerá em Estocolmo. Cientistas de alguns países apresentaram objeções às decisões preliminares sobre o nível do mar e temperatura, e elas podem muito bem mudar no relatório final.
Talvez devam; há cientistas do clima que não estão atuando no comitê este ano e que pensam assim. Seu medo é que o painel intergovernamental possa estar se contendo

Para inicio de Conversa, veremos a percepção causada pela poluição!

Poluição: contaminações ambientais do ar, água e solo:

Introdução Primeiramente, o termo poluição ambiental pode ser definido como a ação de contaminar as águas, solos e ar. Na natureza há um equilíbrio biológico entre os seres vivos, pois os organismos produzem substâncias que são úteis para outros organismos. Porém, quando resíduos sólidos, líquidos ou gasosos produzidos por micro-organismos ou disseminados pelo homem na natureza, em número superior a capacidade de absorção do meio vierem a provocar morte de espécies animais e vegetais, será a poluição ambiental prejudicando os ecossistemas.
Esta poluição geralmente está relacionada com a industrialização e urbanização e irá  ocorrer com a liberação no meio ambiente de lixo orgânico, industrial, gases poluentes,  objetos materiais, elementos químicos, entre outros. Nós, humanos, também somos prejudicados com este tipo de ação, pois dependemos muito dos recursos hídricos, do ar e do solo para sobreviver com qualidade de vida e saúde.